Uma loja pode vender bem e, mesmo assim, enfrentar dificuldades financeiras porque mantém recursos concentrados em produtos com pouca procura. Por isso, identificar calçados encalhados antes que seja necessário aplicar grandes descontos é uma parte importante da gestão.
Com um sistema para loja de calçados, o lojista consegue acompanhar as vendas por modelo, tamanho e cor, observar o tempo de permanência dos produtos e analisar quais mercadorias precisam de atenção.
Neste artigo, você vai aprender como reconhecer sinais de estoque parado, calcular indicadores simples, tomar decisões sobre os calçados com pouca saída e organizar melhor as próximas compras.
O que você vai aprender neste artigo?
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Como identificar calçados com pouca saída antes que se tornem um problema financeiro.
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Quais informações analisar para descobrir modelos, cores e numerações encalhados.
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Como calcular o giro e a cobertura de estoque com exemplos simples.
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O que fazer com os calçados que já estão parados sem comprometer a rentabilidade.
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Como evitar compras desnecessárias e melhorar a reposição de mercadorias.
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De que maneira um sistema de gestão ajuda a acompanhar as vendas e o estoque.
O que são produtos encalhados em uma loja de calçados?
Produtos encalhados são mercadorias que permanecem no estoque por um período maior do que o esperado, apresentam pouca procura ou deixam de registrar vendas.
No comércio de calçados, isso pode acontecer com tênis, sandálias, botas, sapatos sociais, chinelos e outros modelos.
Imagine uma loja que comprou 30 pares de uma sandália para uma nova coleção. Durante as primeiras semanas, vendeu 18 pares, mas os 12 restantes continuam nas prateleiras mesmo após a procura diminuir.
Essa situação merece atenção porque a loja já investiu na aquisição dos produtos, mas ainda não recuperou o valor correspondente aos pares que continuam armazenados.
Entretanto, nem todo calçado que demora para vender deve ser considerado um problema.
Alguns produtos possuem uma procura naturalmente menor, mas são importantes para atender determinados clientes. Outros apresentam vendas concentradas em épocas específicas do ano.
O que realmente importa é entender se a quantidade disponível está adequada ao ritmo de vendas e ao período em que o produto ainda terá procura.
Qual é a diferença entre um produto com pouca saída e um produto encalhado?
Um produto com pouca saída ainda registra vendas, embora em quantidade menor do que outros modelos.
Por exemplo, uma loja vende 10 pares de determinado tênis por mês, enquanto outro modelo registra apenas 3 vendas mensais.
Isso não significa automaticamente que o segundo tênis esteja encalhado. Se a loja mantém somente quatro pares disponíveis, a quantidade pode ser adequada à procura.
A situação muda quando existem 40 pares armazenados e apenas três são vendidos mensalmente.
Nesse caso, mesmo que o produto continue apresentando vendas, o estoque pode estar muito acima da necessidade.
Já um produto encalhado costuma apresentar uma combinação de fatores, como ausência prolongada de vendas, quantidade elevada e dificuldade de comercialização.
O lojista precisa avaliar essas informações em conjunto, evitando classificar um produto apenas pela quantidade de dias em que permaneceu na loja.
Por que calçados encalhados podem prejudicar as finanças?
Quando uma loja compra mercadorias, utiliza parte de seus recursos financeiros para formar o estoque.
Esse investimento precisa retornar por meio das vendas para ajudar a pagar fornecedores, despesas operacionais e novas compras.
Considere um exemplo hipotético:
Uma loja adquiriu 25 pares de tênis por R$ 90 cada.
O investimento total foi:
25 × R$ 90 = R$ 2.250.
Se apenas cinco pares forem vendidos e os outros 20 permanecerem armazenados, ainda existirão R$ 1.800 em custo de aquisição associado às mercadorias disponíveis.
Isso não representa necessariamente um prejuízo de R$ 1.800, pois os produtos continuam pertencendo à empresa e podem ser vendidos.
Entretanto, esse valor permanece investido no estoque e não está disponível em dinheiro para outras necessidades.
Além disso, produtos armazenados por muito tempo podem exigir espaço, perder atratividade comercial ou precisar de descontos maiores para serem vendidos.
Quanto antes a loja identificar essas situações, maiores serão as possibilidades de agir sem comprometer tanto a rentabilidade.

Quais sinais mostram que um calçado pode ficar encalhado?
Os produtos nem sempre deixam de vender de uma hora para outra.
Em muitos casos, a redução da procura acontece gradualmente. O modelo começa vendendo bem, passa a apresentar movimentação menor e, depois de algum tempo, praticamente deixa de sair.
Acompanhar determinados sinais ajuda o lojista a perceber essa mudança antes que a quantidade armazenada se torne excessiva.
O produto permanece muito tempo sem registrar vendas
Um dos primeiros sinais é o intervalo entre a última venda e a data atual.
Imagine dois modelos de tênis da mesma categoria.
O primeiro teve sua última venda há três dias. O segundo não registra nenhuma venda há 45 dias.
Essa diferença indica que o segundo modelo merece uma análise mais cuidadosa.
Entretanto, o tempo sem venda deve ser comparado com o comportamento normal de cada categoria.
Uma sandália básica, vendida durante praticamente todo o ano, pode exigir um acompanhamento diferente de uma bota de inverno.
O ideal é observar o histórico de movimentações e identificar quando determinado modelo começa a apresentar um comportamento diferente do esperado.
Para facilitar essa avaliação, o lojista pode organizar os produtos por períodos sem vendas, como 30, 60 ou 90 dias.
Esses intervalos funcionam como exemplos de acompanhamento, não como prazos obrigatórios para classificar uma mercadoria como encalhada.
Algumas numerações acumulam enquanto outras acabam
Uma particularidade do comércio de calçados é que o desempenho de um modelo pode variar bastante conforme a numeração.
Um tênis pode apresentar boas vendas nos tamanhos 38, 39 e 40, mas permanecer praticamente parado nos tamanhos 42 e 43.
Se a loja observar apenas o total vendido do modelo, poderá acreditar que toda a mercadoria apresenta boa saída.
Considere a seguinte situação hipotética:
Uma loja comprou 40 pares de um tênis preto, distribuídos entre diferentes numerações.
Durante o mês, foram vendidos 22 pares. À primeira vista, o desempenho parece satisfatório.
Entretanto, ao analisar as vendas separadamente, o lojista percebe que todos os pares vendidos pertenciam às numerações menores, enquanto as maiores permaneceram intactas.
Isso significa que uma nova compra da mesma grade poderia aumentar ainda mais a quantidade de tamanhos com baixa procura.
Por esse motivo, o controle por numeração é tão importante quanto a análise do modelo.
A coleção está terminando e ainda existem muitos pares
O calendário das coleções também influencia o risco de um calçado ficar encalhado.
Botas, sandálias e determinados estilos de sapatos podem apresentar mudanças de procura conforme a estação, o clima e as preferências dos consumidores.
Imagine uma loja que comprou 50 pares de botas para uma coleção de inverno.
Durante o período de maior procura, conseguiu vender 30 pares. Ao final da temporada, ainda possui 20 unidades.
O lojista precisa analisar se vale a pena manter esses produtos até uma nova temporada ou realizar ações comerciais para reduzir o estoque.
Essa decisão depende de fatores como espaço disponível, custo de armazenamento, possibilidade de o modelo continuar atual e necessidade de capital para novas compras.
Nem sempre será necessário vender imediatamente todos os pares restantes.
O importante é não deixar a decisão para quando a coleção já perdeu grande parte de sua procura.
A loja continua comprando modelos que já estão sobrando
Outro sinal de alerta aparece quando os pedidos de compra não consideram o estoque existente.
Isso pode acontecer quando a reposição é realizada apenas porque determinado modelo vendeu bem no passado.
Imagine que uma loja tenha vendido 20 pares de um tênis durante um mês.
No mês seguinte, o movimento caiu e foram vendidos apenas cinco pares. Mesmo assim, o responsável pelas compras solicita mais 20 unidades sem verificar que ainda existem 25 pares disponíveis.
A nova compra aumenta o investimento em um produto cuja procura já está diminuindo.
Antes de realizar uma reposição, é importante conferir o saldo atual, a velocidade das vendas, as mercadorias já encomendadas e as expectativas para o próximo período.
Como identificar calçados encalhados usando os dados do estoque?
A maneira mais segura de descobrir quais calçados estão ficando parados é comparar as quantidades disponíveis com o histórico de vendas.
Essa análise não precisa começar com cálculos complicados.
O primeiro passo é reunir informações básicas sobre os produtos e observar diferenças que merecem atenção.
Consulte os calçados que não tiveram vendas recentemente
Comece identificando quais mercadorias não registraram vendas durante o período escolhido.
Uma análise inicial pode considerar os últimos 30 dias.
Depois, o lojista pode ampliar a consulta para 60 ou 90 dias, dependendo do comportamento normal das categorias vendidas.
Para cada produto, é útil verificar:
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Código e descrição do modelo.
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Cor e numeração.
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Quantidade disponível.
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Data da última venda.
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Quantidade vendida no período.
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Custo de aquisição.
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Coleção ou temporada.
Essas informações ajudam a separar produtos que estão temporariamente com pouca movimentação daqueles que exigem medidas mais urgentes.
Por exemplo, um sapato social que não vendeu durante 20 dias pode não representar um problema caso a loja mantenha poucas unidades e tenha procura ocasional.
Por outro lado, uma sandália com 40 pares disponíveis e nenhuma venda nos últimos dois meses merece uma avaliação mais detalhada.
A comparação deve considerar o perfil da loja e o histórico de cada produto.
Compare a quantidade disponível com o ritmo das vendas
A quantidade armazenada só ganha significado quando é relacionada à procura.
Ter 50 pares de um tênis pode ser perfeitamente adequado para uma loja que vende 100 pares desse modelo por mês.
A mesma quantidade pode representar excesso para uma loja que comercializa apenas cinco pares mensalmente.
Considere dois exemplos:
Loja A:
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Estoque disponível: 30 pares.
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Vendas médias mensais: 30 pares.
Loja B:
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Estoque disponível: 30 pares.
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Vendas médias mensais: 5 pares.
Se o ritmo de vendas permanecer igual e não houver novas entradas, a Loja A possui estoque para aproximadamente um mês.
Já a Loja B possui quantidade suficiente para cerca de seis meses.
Mesmo com a mesma quantidade disponível, as situações são bastante diferentes.
Por isso, não basta observar quantos pares estão armazenados.
É necessário descobrir por quanto tempo essa quantidade provavelmente atenderá à demanda.
Analise cada combinação de tamanho, cor e modelo
Um dos erros mais comuns é avaliar somente o produto principal.
No entanto, o cliente não compra apenas um determinado modelo de tênis. Ele procura uma combinação específica de modelo, cor e numeração.
Imagine que um tênis casual esteja disponível nas cores preta e branca.
A versão preta pode apresentar boa procura nos tamanhos 38 a 41, enquanto a branca pode vender melhor nos tamanhos 35 a 38.
Se o lojista considerar apenas o total vendido do tênis, perderá essas informações.
A análise por variação permite descobrir quais combinações precisam de reposição e quais devem ter suas compras reduzidas.
Esse cuidado também melhora o planejamento das grades fornecidas pelos fabricantes.
Quando o fornecedor permite escolher as quantidades por tamanho, a loja consegue ajustar o pedido conforme o comportamento observado nas vendas.
Caso a compra seja realizada em grades fechadas, essas informações continuam importantes para avaliar quais modelos e fornecedores oferecem combinações mais adequadas ao público.
Identifique quanto dinheiro está investido nos produtos parados
Depois de localizar os calçados com pouca saída, o próximo passo é calcular o valor de aquisição das mercadorias que continuam armazenadas.
A conta básica é:
Valor do estoque a custo = Quantidade disponível × Custo unitário.
Imagine uma loja com os seguintes produtos:
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12 pares de botas com custo unitário de R$ 120.
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15 pares de sandálias com custo unitário de R$ 60.
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10 pares de sapatos com custo unitário de R$ 95.
Os valores correspondentes são:
Botas: 12 × R$ 120 = R$ 1.440.
Sandálias: 15 × R$ 60 = R$ 900.
Sapatos: 10 × R$ 95 = R$ 950.
O total é de R$ 3.290 em mercadorias armazenadas, considerando os custos informados.
Esses valores são apenas exemplos hipotéticos.
Se os produtos estiverem com baixa procura, o lojista poderá avaliar quais representam maior imobilização de recursos e quais possuem melhores possibilidades de venda.
É importante diferenciar custo de aquisição, valor de venda e prejuízo efetivo.
Um produto comprado por R$ 100 e anunciado por R$ 160 não representa R$ 160 em dinheiro disponível para a empresa.
Da mesma forma, o custo armazenado não significa automaticamente uma perda financeira.
Verifique se o estoque físico corresponde ao registrado
Antes de concluir que determinado produto está encalhado, é importante confirmar se a quantidade registrada está correta.
Uma loja pode apresentar 15 pares disponíveis no sistema, mas encontrar apenas 12 durante a conferência física.
Diferenças podem acontecer por falhas no registro de vendas, trocas, devoluções, transferências ou recebimentos.
Quando os saldos estão incorretos, os indicadores também deixam de representar a situação real.
Por isso, a conferência periódica do estoque é uma etapa importante.
Uma prática útil é realizar contagens por categoria ou por grupos de produtos, priorizando mercadorias de maior valor, modelos com divergências e itens que permanecem sem movimentação.
Com registros confiáveis, o lojista consegue analisar os dados e tomar decisões com mais segurança.

Quais indicadores ajudam a descobrir se o estoque de calçados está parado?
Alguns indicadores permitem transformar as informações de vendas e estoque em medidas que facilitam as decisões.
Os principais são o giro de estoque, a cobertura, o tempo sem vendas e o valor investido.
Cada um responde a uma pergunta diferente sobre os calçados disponíveis.
Giro de estoque: como saber se os calçados estão vendendo rapidamente?
O giro de estoque indica quantas vezes o estoque médio é renovado durante determinado período.
Uma forma de calcular esse indicador é:
Giro de estoque = Custo das mercadorias vendidas no período ÷ Estoque médio a custo.
O custo das mercadorias vendidas, também chamado de CMV, representa o custo dos produtos efetivamente vendidos.
O estoque médio pode ser calculado, de forma simplificada, pela média entre o estoque inicial e o final do período, ambos avaliados pelo custo.
Considere um exemplo hipotético:
Uma loja registrou R$ 60.000 em custo de mercadorias vendidas durante três meses.
Nesse mesmo período, seu estoque médio a custo foi de R$ 30.000.
O cálculo será:
R$ 60.000 ÷ R$ 30.000 = 2.
Isso significa que o giro foi de duas vezes no trimestre.
Em termos simples, a loja vendeu mercadorias cujo custo corresponde a duas vezes o valor do estoque médio.
O resultado pode ser comparado com períodos anteriores para identificar mudanças na velocidade de movimentação.
Entretanto, não existe um único giro ideal para todas as lojas de calçados.
O indicador depende do tipo de mercadoria, da sazonalidade, do modelo de negócio e da estratégia comercial.
Também é possível realizar análises específicas por modelo, categoria ou coleção, desde que os dados sejam utilizados de maneira consistente.
Cobertura de estoque: por quanto tempo os pares disponíveis podem durar?
A cobertura de estoque indica por quanto tempo a quantidade disponível poderá atender às vendas, considerando determinado ritmo de consumo.
Uma fórmula simples é:
Cobertura de estoque em dias = Quantidade disponível ÷ Média diária de vendas.
Imagine um modelo de tênis que possui 36 pares disponíveis.
Durante os últimos 30 dias, a loja vendeu 45 pares desse modelo.
A média diária foi:
45 ÷ 30 = 1,5 par por dia.
A cobertura estimada será:
36 ÷ 1,5 = 24 dias.
Se a procura continuar no mesmo ritmo, o estoque poderá atender aproximadamente 24 dias de vendas.
Agora imagine outro modelo com os mesmos 36 pares disponíveis, mas com apenas seis unidades vendidas durante os últimos 30 dias.
A média diária será de 0,2 par.
Nesse caso:
36 ÷ 0,2 = 180 dias.
A cobertura estimada será de aproximadamente 180 dias.
A diferença demonstra por que a quantidade disponível não deve ser analisada isoladamente.
Vale lembrar que a cobertura é uma estimativa. As vendas podem variar por clima, promoções, coleção e outros fatores.
Quando não existem vendas no período analisado, a fórmula não produz uma cobertura útil. Nessa situação, o lojista deve observar o tempo sem movimentação e outros indicadores.
Dias sem venda: quando um produto merece atenção?
O indicador de dias sem venda mostra quanto tempo passou desde a última comercialização de determinado produto.
Ele pode ser utilizado para organizar uma lista de acompanhamento.
Por exemplo:
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Produtos vendidos recentemente.
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Produtos com períodos moderados sem movimentação.
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Produtos que permanecem sem venda por várias semanas.
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Produtos que atravessaram uma temporada inteira sem saída.
O objetivo não é definir que todos os calçados precisam vender dentro do mesmo prazo.
Uma loja especializada em calçados sociais pode apresentar um comportamento diferente de uma loja com grande volume de tênis casuais.
Também é importante distinguir um produto que não vende por falta de procura de outro que ficou indisponível durante parte do período.
Para uma análise mais precisa, o ideal é considerar os dias em que a mercadoria estava realmente disponível para venda.
Assim, um produto recém-reposto não será avaliado incorretamente por um intervalo em que não havia unidades disponíveis.
Margem de contribuição: quando um desconto começa a prejudicar o resultado?
Ao identificar calçados com pouca saída, é comum pensar imediatamente em promoções.
Entretanto, antes de reduzir os preços, a loja precisa avaliar quanto cada venda contribui para cobrir os custos e despesas fixas e formar o resultado.
A margem de contribuição pode ser calculada pela diferença entre o preço de venda e os custos e despesas variáveis associados à operação.
Considere um exemplo hipotético:
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Preço de venda: R$ 180.
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Custo da mercadoria: R$ 100.
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Outros gastos variáveis da venda: R$ 20.
A margem de contribuição por par será:
R$ 180 − R$ 100 − R$ 20 = R$ 60.
Agora imagine que a loja ofereça um desconto de R$ 30.
O novo preço será de R$ 150.
Se os gastos variáveis permanecerem iguais, a margem de contribuição será:
R$ 150 − R$ 100 − R$ 20 = R$ 30.
Nesse exemplo, um desconto de R$ 30 reduziu a margem de contribuição de R$ 60 para R$ 30.
Isso demonstra que pequenas reduções no preço podem provocar mudanças relevantes no resultado.
Na prática, alguns gastos variáveis também mudam quando o preço é alterado. Por isso, o cálculo deve considerar as condições reais de cada venda.
O objetivo não é impedir promoções, mas escolher descontos de maneira consciente.
Como reconhecer calçados encalhados e decidir o que fazer?
Diferentes situações de estoque exigem análises e decisões específicas.
A tabela abaixo apresenta sinais comuns, as informações que precisam ser verificadas e possíveis medidas para cada caso.
| Situação identificada | O que analisar | Ação recomendada |
|---|---|---|
| Modelo sem vendas recentes | Data da última venda e quantidade disponível | Revisar a procura e a exposição |
| Numeração acumulada | Vendas e saldo por tamanho | Ajustar as próximas compras da grade |
| Coleção anterior com muitos pares | Sazonalidade e tempo em estoque | Avaliar uma promoção planejada |
| Estoque elevado de um modelo | Quantidade disponível e cobertura | Suspender temporariamente a reposição |
| Produto com vendas lentas | Giro e histórico de procura | Reduzir o volume de compras futuras |
| Calçado caro com pouca saída | Custo imobilizado e margem | Priorizar uma ação comercial adequada |
| Estoque desequilibrado entre filiais | Vendas e saldos por unidade | Avaliar a transferência de mercadorias |
Essas situações não representam regras fixas.
Um produto pode apresentar várias características ao mesmo tempo. Por exemplo, uma bota de coleção anterior pode ter baixa procura, custo elevado e estoque concentrado em determinadas numerações.
Nesse caso, a decisão precisa considerar o conjunto das informações.
A tabela pode servir como referência para uma rotina de revisão, ajudando o lojista a identificar quais produtos devem ser analisados primeiro.

Como descobrir quais calçados precisam de atenção primeiro?
Depois de identificar os modelos com pouca movimentação, surge outra dúvida: por onde começar?
Em uma loja com centenas de produtos, tentar resolver todos os casos ao mesmo tempo pode dificultar a organização.
Uma alternativa é estabelecer prioridades considerando o valor investido, o risco de perda de procura e as possibilidades de comercialização.
Priorize produtos com maior valor investido
Calçados com custo de aquisição elevado podem representar uma parcela importante do dinheiro aplicado no estoque.
Imagine dois produtos:
Produto A:
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20 pares disponíveis.
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Custo unitário de R$ 150.
-
Valor total a custo de R$ 3.000.
Produto B:
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20 pares disponíveis.
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Custo unitário de R$ 40.
-
Valor total a custo de R$ 800.
Os dois possuem a mesma quantidade de pares, mas o primeiro concentra um investimento maior.
Isso não significa que a loja deva liquidar imediatamente o Produto A.
Significa apenas que ele merece atenção na avaliação financeira, especialmente se também apresentar baixa procura.
Observe produtos próximos do fim da temporada
Um calçado pode exigir atenção mesmo quando o valor investido não é tão alto.
Isso acontece principalmente quando existe risco de queda na procura.
Por exemplo, uma coleção de sandálias pode apresentar boa saída no início da temporada, mas começar a perder movimentação com a mudança do clima.
Se o lojista perceber essa redução enquanto ainda existe interesse pelos produtos, terá mais opções para organizar ações comerciais.
Aguardar até que a procura praticamente desapareça pode exigir descontos maiores.
É importante avaliar também se o modelo poderá continuar sendo vendido normalmente em outras épocas do ano.
Separe produtos com possibilidade real de recuperação
Nem todo calçado com baixa saída precisa ser tratado da mesma maneira.
Alguns modelos podem melhorar suas vendas com uma exposição mais adequada.
Outros podem apresentar potencial em diferentes canais de venda.
Existem ainda produtos cuja procura se concentra em determinada época e que podem ser armazenados para uma temporada futura, desde que isso faça sentido financeiramente.
Por isso, é útil separar os calçados em três grupos:
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Produtos que podem melhorar suas vendas com ajustes comerciais.
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Produtos que precisam de redução gradual do estoque.
-
Produtos cuja manutenção exige uma avaliação financeira mais cuidadosa.
Essa organização permite escolher ações compatíveis com cada situação, evitando descontos desnecessários em mercadorias que ainda possuem boas possibilidades de venda.
O que fazer com os calçados que já estão encalhados?
Identificar produtos com pouca saída é apenas a primeira parte do trabalho.
Depois disso, a loja precisa definir medidas para melhorar a movimentação das mercadorias.
O objetivo é recuperar o investimento sempre que possível, reduzir excessos e evitar que os mesmos problemas aconteçam nas próximas compras.
Melhore a exposição dos modelos com pouca saída
Em alguns casos, um produto vende pouco porque não está recebendo a atenção necessária no ambiente comercial.
Um sapato pode estar armazenado no depósito, em uma prateleira pouco visível ou distante dos modelos que atraem mais interesse.
Antes de aplicar descontos, o lojista pode revisar a apresentação da mercadoria.
Uma alternativa é posicionar o produto em um local de maior circulação, desde que a organização da loja continue agradável e facilite a escolha do cliente.
Também é possível montar combinações coerentes entre diferentes tipos de calçados e acessórios.
Imagine uma loja que possui vários modelos de sapatos sociais com pouca movimentação.
Ao organizar uma exposição voltada para ocasiões especiais, esses produtos podem se tornar mais visíveis para consumidores interessados nesse estilo.
Essa medida não garante aumento nas vendas, mas permite testar uma abordagem comercial sem reduzir imediatamente o preço.
O desempenho deve ser acompanhado para verificar se a mudança realmente trouxe resultados.
Faça promoções considerando os custos e a margem
Promoções podem ajudar a reduzir produtos encalhados, principalmente quando a coleção está perdendo procura.
Entretanto, o desconto precisa ter uma justificativa comercial e financeira.
Antes de definir o novo preço, o lojista deve verificar o custo da mercadoria, os gastos variáveis e o resultado esperado.
Considere um par de sapatos comprado por R$ 120.
O preço normal de venda é R$ 200.
A diferença inicial entre preço e custo é de R$ 80, antes de considerar os demais gastos.
Se a loja reduzir o preço para R$ 150, essa diferença cairá para R$ 30.
Dependendo dos impostos, taxas e outras despesas variáveis, a margem de contribuição poderá ficar bastante reduzida.
Por isso, oferecer descontos elevados sem realizar os cálculos pode resolver o excesso de mercadorias e, ao mesmo tempo, gerar outro problema financeiro.
Uma possibilidade é começar com reduções moderadas e acompanhar a resposta dos consumidores.
Se o produto continuar sem movimentação, a estratégia poderá ser reavaliada.
O importante é que o preço seja definido com base nas condições reais da loja, e não somente na intenção de liberar espaço.
Crie ofertas com produtos complementares
Outra alternativa é organizar ofertas envolvendo produtos que possuem relação entre si.
Uma loja que trabalha com calçados e acessórios pode, por exemplo, avaliar combinações entre sapatos e produtos de cuidado ou conservação.
Essa estratégia precisa fazer sentido para o consumidor.
Não é recomendado incluir mercadorias sem relação apenas para tentar aumentar a venda.
Também é necessário avaliar o preço final da combinação e a margem de contribuição dos produtos envolvidos.
O objetivo é tornar a oferta mais interessante sem comprometer o resultado.
Utilize diferentes canais de venda
Alguns calçados podem apresentar procura limitada entre os consumidores que frequentam a loja física, mas alcançar outros públicos por canais digitais.
Se a empresa trabalha com comércio eletrônico, pode avaliar a apresentação dos produtos nesse ambiente.
Fotografias adequadas, descrições claras e informações corretas sobre tamanhos e cores ajudam o consumidor a entender o que está comprando.
Também é importante verificar se a disponibilidade informada corresponde ao estoque real.
Uma venda realizada em um canal precisa ser considerada nos demais para evitar a comercialização de um par que já não está disponível.
Vale lembrar que o uso de diferentes canais não transforma automaticamente um produto encalhado em uma mercadoria de alta procura.
A estratégia deve ser acompanhada por resultados, custos de venda e necessidades operacionais.
Avalie transferências entre filiais
Para empresas com mais de uma unidade, a distribuição dos produtos pode influenciar o desempenho do estoque.
Imagine que uma loja possua dez pares de determinado sapato sem vendas recentes.
Em outra filial, o mesmo modelo apresenta boa procura e poucas unidades disponíveis.
Nesse caso, pode ser interessante avaliar a transferência de parte das mercadorias.
Antes de tomar a decisão, é importante considerar as vendas por unidade, as numerações procuradas, os custos de movimentação e a necessidade de manter produtos disponíveis em cada local.
A transferência precisa ser registrada corretamente para que os saldos das duas unidades permaneçam atualizados.
Essa alternativa pode melhorar a distribuição do estoque sem exigir a compra de novos pares.
Decida quando manter um produto para outra temporada
Nem sempre vender imediatamente é a melhor decisão.
Alguns modelos apresentam características que permitem sua comercialização durante vários períodos.
Uma bota de estilo tradicional, por exemplo, pode continuar interessante na próxima temporada de inverno.
Entretanto, guardar produtos também possui custos e riscos.
O lojista deve considerar o espaço utilizado, as condições de conservação, a possibilidade de mudanças na procura e o capital que continuará investido nas mercadorias.
Se a expectativa de venda futura não justificar a manutenção do estoque, outras alternativas comerciais podem ser mais adequadas.
A decisão deve ser baseada em informações, não apenas na expectativa de que algum dia o produto volte a vender.
Como evitar comprar novamente calçados que já estão sobrando?
Depois de analisar os produtos parados, a loja precisa utilizar as informações para melhorar os próximos pedidos.
Caso contrário, o estoque pode ser reduzido por meio de promoções e voltar a apresentar os mesmos excessos depois de uma nova compra.
O planejamento deve considerar o comportamento das vendas, a distribuição das numerações e a quantidade já disponível.
Consulte o estoque antes de fazer novos pedidos
Antes de comprar determinado modelo, o responsável precisa verificar quantos pares ainda estão disponíveis.
Também é importante identificar mercadorias que já foram compradas e aguardam entrega.
Imagine que uma loja tenha 12 pares de determinado tênis em estoque.
Sua média recente é de oito pares vendidos por mês.
Além disso, existem mais dez pares encomendados ao fornecedor.
Se o lojista solicitar outras 20 unidades sem considerar essas informações, poderá aumentar excessivamente a quantidade disponível.
O pedido precisa ser avaliado conforme a previsão de vendas e o prazo necessário para receber novas mercadorias.
Esse cuidado ajuda a evitar compras duplicadas e reduz o risco de investir em produtos que já possuem estoque suficiente.
Compre as numerações de acordo com a procura real
Uma loja não precisa necessariamente comprar a mesma quantidade de todos os tamanhos.
A distribuição ideal depende do público atendido e do histórico de vendas.
Imagine um modelo vendido durante determinado período com o seguinte resultado:
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Tamanho 36: 4 pares.
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Tamanho 37: 8 pares.
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Tamanho 38: 12 pares.
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Tamanho 39: 10 pares.
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Tamanho 40: 5 pares.
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Tamanho 41: 2 pares.
Esses números são hipotéticos, mas mostram como a procura pode variar entre as numerações.
Nesse exemplo, os tamanhos 38 e 39 apresentaram maior saída.
Se a loja comprar novamente a mesma quantidade de cada tamanho, poderá ficar sem as numerações mais procuradas e acumular aquelas com movimentação menor.
Quando o fornecedor permitir, a distribuição da nova compra pode ser ajustada de acordo com as vendas observadas.
Porém, também é necessário considerar os tamanhos que a loja deseja continuar oferecendo, mesmo quando possuem menor procura.
A estratégia não deve eliminar automaticamente todas as numerações menos vendidas.
Considere a sazonalidade antes de repor mercadorias
A procura por determinados tipos de calçados pode mudar ao longo do ano.
Botas, sandálias e outros produtos associados às condições climáticas são exemplos.
Por isso, as vendas de uma temporada não devem ser utilizadas isoladamente para prever o comportamento de todos os meses seguintes.
Imagine uma loja que vendeu muitos pares de botas durante um período de temperaturas baixas.
Se o responsável pelas compras considerar somente aquele volume e fizer uma reposição elevada quando o clima começar a mudar, poderá formar um estoque excessivo.
É importante observar a fase da temporada e a expectativa de procura durante o prazo de recebimento e venda dos produtos.
O histórico de períodos anteriores pode ajudar, desde que sejam consideradas mudanças no perfil da loja, nas coleções e nas condições comerciais.
Defina quantidades de reposição mais adequadas
Uma reposição eficiente precisa considerar o estoque disponível, a demanda esperada e o prazo de entrega.
Uma referência simples para análise é:
Necessidade estimada de compra = Demanda prevista para o período − Estoque disponível − Pedidos pendentes de recebimento.
Para evitar resultados incorretos, a loja também deve considerar eventuais reservas, estoques mínimos e necessidades de segurança.
Imagine que a previsão seja vender 40 pares de determinado modelo no próximo período.
A loja possui 18 pares disponíveis e outros dez já foram encomendados.
A necessidade adicional estimada, sem considerar outros ajustes, será:
40 − 18 − 10 = 12 pares.
Isso significa que uma compra adicional de 12 pares poderia atender à previsão utilizada.
Na prática, a quantidade final dependerá dos prazos de entrega, das condições do fornecedor e da estratégia de estoque.
O exemplo demonstra por que comprar apenas com base nas vendas anteriores pode levar a decisões inadequadas.

Como um sistema para loja de calçados ajuda a identificar produtos encalhados?
Controlar manualmente todos os modelos, tamanhos, cores, compras e movimentações pode se tornar trabalhoso conforme a loja aumenta sua variedade de produtos.
O desafio não está apenas em registrar quantos pares existem.
Também é necessário relacionar essas quantidades com o histórico de vendas, as coleções e os custos para reconhecer possíveis excessos.
Um sistema para loja de calçados ajuda a organizar essas informações e permite que o responsável acompanhe o desempenho das mercadorias de maneira mais detalhada.
O LojistaPro reúne recursos de controle de estoque por grade, gestão de coleções, registro integrado de vendas e relatórios gerenciais, oferecendo informações úteis para o acompanhamento das mercadorias.
Controle de estoque por modelo, tamanho e cor
O controle por grade permite cadastrar e acompanhar as diferentes variações de um mesmo calçado.
Em vez de visualizar apenas a quantidade total de um tênis, a loja consegue identificar os saldos correspondentes a cada combinação de tamanho e cor.
Isso é importante porque um modelo pode vender bem em algumas variações e apresentar excesso em outras.
Imagine que uma loja possua 25 pares de determinado tênis.
Sem a separação por grade, esse número oferece uma visão limitada.
Com o controle detalhado, o responsável pode descobrir que 15 pares pertencem a uma numeração pouco procurada, enquanto os tamanhos mais vendidos possuem poucas unidades.
Essa informação ajuda a planejar reposições mais adequadas e evita que uma nova compra aumente o excesso de determinada combinação.
Atualização do estoque conforme as vendas
Para analisar corretamente os produtos encalhados, o estoque precisa acompanhar as movimentações realizadas pela loja.
Quando uma venda é registrada, a quantidade correspondente deve ser atualizada.
No LojistaPro, o PDV integrado permite registrar vendas por variação e atualizar o estoque conforme as movimentações.
Isso facilita a consulta das quantidades disponíveis e reduz a necessidade de controles paralelos.
Entretanto, a precisão dos dados também depende de cadastros corretos e do registro adequado de entradas, devoluções, transferências e ajustes.
Se essas movimentações forem realizadas incorretamente, o saldo poderá apresentar diferenças.
Por isso, a utilização de um sistema deve ser acompanhada de uma rotina organizada de conferência.
Gestão de coleções e temporadas
O acompanhamento das coleções ajuda a identificar quais produtos pertencem a períodos anteriores e quais continuam apresentando procura.
Essa organização é especialmente útil para lojas que trabalham com diferentes linhas de tênis, sandálias, botas e sapatos.
Imagine que uma nova coleção esteja chegando e a loja ainda possua uma quantidade elevada de modelos anteriores.
Ao consultar as informações por coleção, o responsável consegue avaliar quais produtos precisam de atenção antes de realizar novas compras.
Também pode comparar o desempenho das linhas e observar quais mercadorias apresentam maior permanência no estoque.
Dessa maneira, a renovação dos produtos pode ser planejada com mais cuidado, evitando decisões baseadas apenas na aparência das prateleiras.
Relatórios de giro e desempenho das mercadorias
Os relatórios gerenciais permitem acompanhar as vendas e reconhecer diferenças entre os produtos.
No LojistaPro, os recursos apresentados incluem informações sobre giro de estoque, desempenho por modelo e numeração e margem por coleção.
Esses dados ajudam a responder perguntas importantes:
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Quais modelos apresentam maior movimentação?
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Quais numerações possuem menor saída?
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Que coleções continuam concentrando mercadorias?
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Quais produtos apresentam margem mais interessante?
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Onde existem oportunidades de ajustar as próximas compras?
Com essas informações, a loja pode comparar produtos e estabelecer prioridades.
É importante lembrar que o relatório não substitui a análise do gestor.
Os dados mostram o que aconteceu durante determinado período, mas decisões sobre preços, promoções e compras também precisam considerar o mercado, a temporada e o perfil dos consumidores.
Integração entre estoque, vendas e financeiro
A análise dos produtos encalhados também precisa considerar o impacto financeiro das mercadorias.
Quando as informações de vendas, estoque e custos estão organizadas, o lojista consegue avaliar melhor os recursos aplicados em cada linha de produtos.
Imagine que determinada coleção tenha apresentado um volume elevado de vendas, mas ainda mantenha grande quantidade de mercadorias armazenadas.
O total vendido, isoladamente, não mostra se a compra inicial foi adequada.
É necessário observar quanto ainda existe no estoque e qual valor permanece investido nesses produtos.
A integração das informações facilita esse acompanhamento e ajuda a relacionar decisões comerciais com a disponibilidade de recursos.
O resultado é uma visão mais completa da operação, permitindo identificar excessos antes de repetir compras desnecessárias.
Quais erros fazem uma loja de calçados acumular produtos sem saída?
Além das mudanças na procura, algumas decisões de compra e organização podem contribuir para o acúmulo de mercadorias.
Conhecer esses erros ajuda o lojista a revisar seus processos e evitar que o problema se repita.
Comprar grandes quantidades apenas porque o fornecedor ofereceu desconto
Um preço de aquisição menor pode parecer uma boa oportunidade.
Entretanto, o desconto só será realmente interessante se a quantidade comprada estiver adequada à capacidade de venda da loja.
Imagine que um fornecedor ofereça uma redução no preço unitário para pedidos maiores.
O lojista pode economizar por par, mas também precisará investir mais dinheiro na compra total.
Se parte dos calçados permanecer armazenada durante muito tempo, a empresa poderá enfrentar dificuldades para recuperar o investimento.
Antes de aceitar a condição comercial, é necessário comparar a economia oferecida com a procura esperada e os custos envolvidos na manutenção do estoque.
Comprar mais barato não significa necessariamente comprar melhor.
Repetir pedidos sem consultar as vendas por numeração
Outro erro é repetir exatamente a mesma grade de uma compra anterior, sem verificar quais tamanhos foram mais procurados.
Isso pode provocar excesso de determinadas numerações e falta de outras.
O modelo pode apresentar um bom desempenho geral, mas a distribuição das unidades precisa acompanhar as necessidades dos consumidores.
A análise por variação permite ajustar as próximas compras com mais precisão.
Não considerar mudanças de coleção e temporada
A compra de calçados precisa levar em conta o período em que os produtos estarão disponíveis para venda.
Um pedido realizado próximo ao fim de uma temporada pode chegar quando a procura já estiver diminuindo.
Se a quantidade for elevada, a loja poderá permanecer com mercadorias por vários meses.
Por isso, o prazo de entrega e o calendário comercial devem fazer parte do planejamento.
Manter informações de estoque desatualizadas
Um saldo incorreto pode levar o responsável a acreditar que determinado produto está acabando quando ainda existem unidades armazenadas.
Também pode acontecer o contrário: o sistema indicar uma quantidade disponível que não corresponde ao estoque físico.
Essas diferenças prejudicam as compras e dificultam a identificação de mercadorias paradas.
Registros corretos e conferências periódicas ajudam a manter as informações confiáveis.
Demorar para agir quando um modelo começa a perder procura
Em muitos casos, os primeiros sinais de redução nas vendas aparecem antes de o produto ficar completamente parado.
Se a loja não acompanha esses sinais, poderá perceber o excesso apenas quando a coleção já estiver desatualizada ou a temporada tiver terminado.
O acompanhamento regular permite avaliar alternativas enquanto ainda existem possibilidades de comercialização.
Por isso, a prevenção depende tanto da qualidade dos registros quanto da frequência com que os dados são analisados.
Como criar uma rotina simples para evitar calçados encalhados?
Depois de organizar os indicadores e identificar os principais erros, o próximo passo é transformar essas informações em uma rotina.
Não é necessário analisar todos os relatórios diariamente.
O mais importante é estabelecer verificações que façam sentido para o tamanho e o movimento da loja.
Faça uma análise semanal dos produtos sem vendas
Uma vez por semana, o responsável pode consultar os produtos que não registraram vendas durante o período definido.
O objetivo é identificar mudanças recentes.
Nessa análise, vale observar quais modelos deixaram de apresentar movimentação, quais numerações começaram a acumular e quais produtos estão próximos do fim da temporada.
Os itens que exigirem atenção podem ser separados para uma avaliação comercial.
Revise periodicamente os produtos com maior cobertura
Uma análise quinzenal ou mensal pode considerar os modelos que possuem quantidade elevada em relação à média de vendas.
Esse acompanhamento ajuda a identificar produtos cujo estoque provavelmente durará muito mais do que o esperado.
A loja poderá então avaliar a necessidade de interromper novas compras ou ajustar a quantidade prevista para reposição.
Confira as grades antes de realizar pedidos
Sempre que houver uma nova compra, o responsável deve consultar a distribuição do estoque por tamanho e cor.
Também precisa verificar os pedidos que ainda não foram entregues.
Esse procedimento evita que uma decisão tomada rapidamente aumente a quantidade de mercadorias que já possuem baixa procura.
Acompanhe o resultado das ações comerciais
Quando uma loja muda a exposição de determinado produto ou realiza uma promoção, é importante verificar o resultado.
Imagine que uma campanha tenha sido criada para vender 15 pares de sapatos que estavam parados.
Ao final do período, foram vendidos nove pares.
A loja precisa avaliar não apenas a quantidade comercializada, mas também o preço praticado, a margem obtida e o estoque restante.
Essas informações ajudam a identificar quais ações fizeram sentido e quais precisam ser ajustadas.
Utilize um checklist antes de comprar novos calçados
Uma verificação simples pode evitar decisões apressadas.
Antes de confirmar um novo pedido, procure responder:
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Quantos pares desse modelo ainda estão disponíveis?
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Quais tamanhos apresentam maior procura?
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Existem numerações com excesso?
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Qual foi o ritmo das vendas recentes?
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Quanto tempo o fornecedor precisa para entregar?
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Existem pedidos anteriores aguardando recebimento?
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O modelo continuará adequado à próxima temporada?
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Qual será o valor total investido na nova compra?
Se as respostas não estiverem claras, pode ser melhor revisar as informações antes de concluir o pedido.
Como reduzir calçados parados e melhorar o resultado da loja?
Evitar produtos encalhados não significa comprar sempre em pequenas quantidades ou eliminar todos os modelos que vendem lentamente.
O objetivo é manter um estoque compatível com a procura, considerando as características do público, a variedade oferecida e os recursos disponíveis.
Para isso, é necessário observar mais do que a quantidade total de pares.
O lojista precisa entender quais numerações vendem melhor, quais modelos perderam movimentação, quanto dinheiro permanece investido nas mercadorias e por quanto tempo o estoque poderá atender às vendas.
Também é importante utilizar essas informações antes de realizar novos pedidos.
Quando a loja acompanha os produtos regularmente, consegue reconhecer excessos, planejar promoções com mais cuidado e evitar compras baseadas somente na percepção de que um modelo está vendendo bem.
Um sistema para loja de calçados facilita esse trabalho ao reunir informações sobre estoque, vendas, grades e coleções, permitindo uma análise mais organizada.
Com decisões baseadas em dados confiáveis, a loja pode reduzir mercadorias paradas, preservar recursos financeiros e planejar suas próximas compras com maior segurança.
Conheça o sistema para loja de calçados do LojistaPro e descubra como acompanhar modelos, tamanhos, cores, vendas e estoque em uma gestão mais integrada.
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Perguntas frequentes
Compare a data da última venda, a quantidade disponível e o histórico de procura. Produtos que permanecem muito tempo sem movimentação merecem atenção.
Consulte as vendas por tamanho e modelo. Depois, compare os resultados com as quantidades armazenadas para identificar numerações com pouca saída.
Não. Eles representam dinheiro investido em mercadorias ainda não vendidas. O prejuízo depende dos custos, da perda de valor e das condições de venda.
Depende do modelo, da procura esperada, da necessidade de dinheiro e dos custos de armazenamento. A decisão deve considerar a margem e o potencial de venda futura.
O sistema permite acompanhar vendas, modelos, tamanhos e cores, ajudando a identificar produtos de baixa saída e planejar melhor as compras.
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