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ERP para Ecommerce: Como Evitar que os Descontos da Black Friday Acabem com Seu Lucro?

Descubra como planejar promoções, controlar custos e proteger a rentabilidade da sua loja virtual durante a Black Friday.

ERP para Ecommerce: Como Evitar que os Descontos da Black Friday Acabem com Seu Lucro?

A Black Friday é uma oportunidade para aumentar as vendas de uma loja virtual, mas também pode comprometer seus resultados quando os descontos são definidos sem considerar os custos da operação. Afinal, vender muitos produtos não significa necessariamente obter mais lucro.

Um erp para ecommerce pode ajudar o lojista a organizar informações sobre custos, preços, estoque e vendas, facilitando a avaliação das promoções antes e durante a campanha.

Entretanto, a tecnologia sozinha não garante a rentabilidade. É necessário entender quanto cada venda realmente deixa para a empresa, quais despesas precisam entrar no cálculo e quando um desconto deixa de ser vantajoso.

Neste artigo, você vai aprender a calcular preços promocionais, identificar erros que prejudicam a margem e organizar uma Black Friday que priorize tanto o faturamento quanto os resultados financeiros.

Por que vender mais na Black Friday nem sempre significa lucrar mais?

O aumento do faturamento não garante um crescimento proporcional do lucro. Isso acontece porque cada pedido envolve custos que precisam ser descontados do valor recebido.

Imagine uma loja virtual de acessórios eletrônicos que normalmente vende 100 fones de ouvido por R$ 150 cada. Durante a Black Friday, o proprietário decide oferecer 30% de desconto para atrair novos compradores.

A promoção funciona: a quantidade vendida dobra. Entretanto, o valor que sobra por unidade diminui consideravelmente.

Veja um exemplo hipotético:

Indicador Venda normal Black Friday
Preço por unidade R$ 150,00 R$ 105,00
Quantidade vendida 100 200
Faturamento R$ 15.000,00 R$ 21.000,00
Custo do produto por unidade R$ 70,00 R$ 70,00
Despesas variáveis por unidade R$ 20,00 R$ 17,00
Margem de contribuição por unidade R$ 60,00 R$ 18,00
Margem de contribuição total R$ 6.000,00 R$ 3.600,00

Valores ilustrativos, considerando despesas variáveis hipotéticas para cada cenário.

Nesse exemplo, o faturamento aumenta 40%, mas a margem de contribuição total diminui 40%.

Isso significa que, mesmo vendendo o dobro de produtos, a empresa passa a ter menos recursos disponíveis para cobrir as despesas fixas e formar seu lucro.

O problema fica ainda maior se a campanha exigir investimentos adicionais em anúncios, embalagens, mão de obra ou logística.

Qual é a diferença entre faturamento, margem de contribuição e lucro?

Esses três indicadores precisam ser analisados separadamente.

  • Faturamento: representa o valor total das vendas realizadas em determinado período.

  • Margem de contribuição: indica quanto sobra das vendas depois de descontar os custos e as despesas variáveis associados às operações.

  • Lucro: corresponde ao resultado que permanece depois de considerar os custos e as despesas pertinentes, incluindo os gastos fixos.

Uma campanha pode apresentar faturamento elevado e margem de contribuição insuficiente para sustentar a operação.

Por isso, a margem de lucro no ecommerce não deve ser avaliada apenas pelo valor dos pedidos recebidos. É necessário acompanhar os custos e compreender quanto das receitas efetivamente contribui para o resultado do negócio.

O Sebrae, em suas orientações sobre formação de preços, explica que o preço precisa considerar os custos diretos, as despesas variáveis, os gastos fixos e o lucro pretendido.

Essa análise se torna especialmente importante durante campanhas com grandes reduções de preços.

Quais custos podem transformar um desconto atrativo em prejuízo?

O preço de compra de uma mercadoria é apenas uma parte dos gastos envolvidos em sua comercialização.

No ecommerce, existem despesas que não aparecem diretamente na vitrine virtual, mas influenciam o resultado de cada pedido.

Taxas de marketplaces e meios de pagamento

Uma loja que vende em marketplaces pode pagar comissões sobre os pedidos, além de outras tarifas previstas nas condições da plataforma.

As vendas realizadas no próprio site também podem envolver custos de processamento de pagamentos, antecipação de recebíveis e serviços financeiros.

Essas despesas precisam entrar no cálculo da rentabilidade.

Por exemplo, se uma loja vende um produto por R$ 120 e paga uma taxa hipotética de 12% sobre o valor da venda, somente essa cobrança representa R$ 14,40.

Se a mercadoria custou R$ 75, restam R$ 30,60 antes de considerar outros gastos, como tributos, embalagem, frete subsidiado e despesas operacionais.

Aplicar um desconto adicional sem revisar esses valores pode comprometer a contribuição da venda.

Frete grátis e custos de envio

O frete grátis pode ser utilizado para estimular compras, mas não significa que o transporte deixou de representar um custo.

Quando o lojista assume parte ou todo o valor da entrega, precisa considerar esse gasto na formação do preço.

Imagine um pedido de R$ 180 com uma margem de contribuição prevista de R$ 45 antes do frete subsidiado.

Se a loja assumir R$ 25 de transporte que ainda não estavam considerados, a contribuição do pedido cai para R$ 20.

Por isso, vale analisar o custo de envio por região, o peso dos produtos e as condições necessárias para oferecer frete grátis.

Uma alternativa é estabelecer um valor mínimo de compra, desde que ele seja calculado conforme a margem dos produtos e o custo logístico esperado.

Embalagens, tributos e despesas operacionais

Caixas, envelopes, materiais de proteção e etiquetas também representam gastos.

Além disso, a operação pode envolver tributos sobre as vendas, comissões, serviços de separação e outras despesas.

No caso dos tributos, é importante considerar o regime tributário da empresa e a forma de incidência aplicável a cada operação, com orientação contábil quando necessário.

A calculadora de precificação para marketplaces do Sebrae é uma referência útil para compreender como as condições de cada canal de venda podem influenciar o preço.

O objetivo não é simplesmente aumentar o valor dos produtos para cobrir qualquer despesa, mas conhecer os custos para tomar decisões comerciais mais conscientes.

Preparação de embalagem para envio de pedido de ecommerce durante a Black Friday.

Como calcular descontos na Black Friday sem perder lucro?

Para descobrir quanto pode ser descontado de um produto, o lojista precisa estabelecer uma margem mínima de contribuição e calcular o preço abaixo do qual a promoção deixa de atender ao objetivo financeiro definido.

Não existe um percentual universal de desconto seguro. Um produto pode comportar uma redução de 25%, enquanto outro pode apresentar resultados negativos com apenas 10%.

Tudo depende do custo da mercadoria, das despesas associadas à venda e da contribuição necessária para sustentar o negócio.

Como calcular a margem de contribuição de um produto?

Uma fórmula simplificada é:

Margem de contribuição = Preço de venda − Custos e despesas variáveis

Considere uma loja virtual que comercializa mochilas por R$ 200.

Para cada unidade, os valores hipotéticos são:

Descrição Valor
Preço de venda R$ 200,00
Custo de aquisição R$ 95,00
Tributos e taxas variáveis R$ 25,00
Embalagem e outros gastos variáveis R$ 10,00
Margem de contribuição R$ 70,00

Nesse cenário, a margem de contribuição corresponde a 35% do preço de venda.

Isso não significa que a loja possui 35% de lucro líquido, porque ainda precisa pagar despesas fixas, como estrutura administrativa, serviços contratados e outros gastos não considerados no cálculo.

Agora, imagine que o lojista ofereça 25% de desconto, reduzindo o preço para R$ 150.

Se os tributos e as taxas variáveis forem equivalentes a 12,5% da receita e a embalagem permanecer em R$ 10, teremos:

  • Preço promocional: R$ 150.

  • Custo de aquisição: R$ 95.

  • Tributos e taxas variáveis: R$ 18,75.

  • Embalagem e outros gastos variáveis: R$ 10.

  • Margem de contribuição: R$ 26,25.

A contribuição por unidade caiu de R$ 70 para R$ 26,25.

Mesmo que a promoção aumente as vendas, será necessário verificar se a quantidade adicional compensa essa redução.

Como descobrir o desconto máximo que pode ser oferecido?

Uma forma de estabelecer limites é calcular o preço mínimo necessário para manter determinada margem de contribuição.

Quando os custos variáveis incluem um valor fixo por unidade e um percentual sobre a receita, pode-se utilizar:

Preço mínimo = (Custo de aquisição + Gastos variáveis fixos por unidade) ÷ (1 − Percentual de despesas variáveis − Margem de contribuição mínima desejada)

Imagine um produto com as seguintes características:

  • Custo de aquisição: R$ 80.

  • Embalagem e outros gastos variáveis fixos: R$ 5.

  • Despesas variáveis proporcionais: 15% da receita.

  • Margem de contribuição mínima desejada: 20% da receita.

Aplicando a fórmula:

Preço mínimo = 85 ÷ (1 − 0,15 − 0,20)

Preço mínimo = 85 ÷ 0,65

Preço mínimo aproximado = R$ 130,77.

Se o preço normal do produto for R$ 170, a redução máxima aproximada para preservar essas condições será de 23,08%.

Esse cálculo funciona como referência gerencial e pressupõe que todos os custos variáveis relevantes tenham sido considerados corretamente.

Também é necessário verificar se a contribuição mínima estabelecida será suficiente para cobrir as despesas fixas e atender à rentabilidade desejada.

Como saber quantas unidades precisam ser vendidas para compensar uma promoção?

Outro cálculo importante é descobrir quanto o volume de vendas precisa aumentar para manter a contribuição total.

Imagine que um produto apresente:

  • Margem de contribuição normal: R$ 50 por unidade.

  • Margem de contribuição promocional: R$ 30 por unidade.

  • Quantidade vendida normalmente: 120 unidades.

A contribuição total habitual será de R$ 6.000.

Para gerar esse mesmo valor durante a campanha:

Quantidade necessária = 6.000 ÷ 30

Quantidade necessária = 200 unidades.

Portanto, a loja precisará vender aproximadamente 67% mais unidades para manter a mesma margem de contribuição total.

E isso antes de considerar possíveis custos adicionais com publicidade, operação ou logística.

Esse exemplo demonstra por que uma promoção não deve ser avaliada apenas pelo aumento esperado nas vendas.

Quais erros no controle de descontos na Black Friday prejudicam os resultados?

Muitas perdas acontecem porque as promoções são configuradas rapidamente, sem uma conferência adequada das regras comerciais.

O problema pode envolver desde valores incorretos até benefícios acumulados que reduzem o preço além do previsto.

Aplicar descontos iguais em produtos com margens diferentes

Uma loja de roupas pode comercializar camisetas, jaquetas e acessórios com custos e margens distintos.

Oferecer 30% de desconto em todos os produtos parece uma campanha simples, mas pode produzir resultados muito diferentes entre as categorias.

Uma camiseta com margem elevada talvez suporte essa redução. Já uma jaqueta com custo de aquisição maior pode apresentar contribuição insuficiente.

A solução é separar os produtos por características comerciais e estabelecer limites de desconto conforme os custos e os objetivos de cada categoria.

Permitir o acúmulo de descontos sem analisar o preço final

Imagine um tênis anunciado por R$ 300.

Durante a Black Friday, a loja oferece 20% de desconto, reduzindo o preço para R$ 240.

O consumidor também possui um cupom de 15%, aplicado sobre o valor promocional.

O preço final passa a ser R$ 204.

Embora as reduções sejam de 20% e 15%, o desconto acumulado corresponde a 32% sobre o preço original.

Se a loja considerar apenas a primeira promoção, poderá vender abaixo do limite planejado.

Por isso, é importante estabelecer regras claras para cupons, descontos progressivos, benefícios por forma de pagamento e campanhas simultâneas.

Criar promoções sem conferir o custo atualizado

Uma loja pode comprar determinado produto por R$ 60 e cadastrá-lo para venda por R$ 120.

Meses depois, o custo de reposição sobe para R$ 78, mas o cadastro permanece desatualizado.

Ao oferecer 35% de desconto, o preço promocional será de R$ 78.

Nesse cenário, o valor recebido equivale ao novo custo de aquisição, sem deixar recursos para tributos, taxas, embalagem e demais gastos.

O acompanhamento dos custos de compra é essencial para evitar decisões baseadas em informações antigas.

Investir em anúncios sem considerar o custo de aquisição do cliente

Durante a Black Friday, é comum investir em campanhas para atrair visitantes ao ecommerce.

Entretanto, o custo de publicidade também precisa ser avaliado.

Imagine que uma campanha gere 80 pedidos e custe R$ 1.600 em anúncios.

O custo médio de publicidade por pedido será de R$ 20.

Se cada venda gerar R$ 25 de margem de contribuição antes desse investimento, restarão apenas R$ 5 por pedido para contribuir com os demais gastos e o resultado da empresa.

Esse cálculo simplificado não considera eventuais compras futuras dos novos clientes, mas demonstra por que o investimento em anúncios precisa ser acompanhado.

Calculadora e documento financeiro utilizados para conferir os custos e descontos da Black Friday.

Como proteger a margem de lucro da loja virtual na Black Friday?

Proteger a rentabilidade não significa evitar promoções. Significa escolher os produtos certos, conhecer os limites financeiros e acompanhar o desempenho da campanha.

Uma estratégia eficiente começa antes da data promocional.

Selecione os produtos que realmente devem entrar em promoção

Nem todo item precisa receber desconto.

Uma loja virtual de eletrônicos, por exemplo, pode separar seus produtos em três grupos:

  • Produtos com baixa movimentação e necessidade de giro.

  • Produtos com boa margem e potencial para atrair compradores.

  • Produtos com margem reduzida que exigem maior cuidado na precificação.

Essa classificação ajuda a direcionar os descontos.

Também permite evitar reduções desnecessárias em mercadorias que já apresentam boa procura e vendas consistentes.

Defina um objetivo para cada oferta

Uma promoção pode ter finalidades diferentes.

O lojista pode querer reduzir estoque parado, conquistar novos clientes, aumentar o valor médio dos pedidos ou estimular a compra de determinados produtos.

Cada objetivo exige uma forma de avaliação.

Uma campanha criada para movimentar estoque antigo não deve ser analisada exatamente da mesma maneira que uma promoção destinada a ampliar a rentabilidade.

O importante é definir previamente qual resultado será considerado satisfatório e quais limites financeiros precisam ser respeitados.

Avalie combos e condições por quantidade

Em alguns casos, oferecer um conjunto de produtos pode ser mais interessante do que reduzir o preço de um item isolado.

Imagine uma loja de informática que vende teclados, mouses e acessórios.

Em vez de aplicar um desconto elevado somente no teclado, ela pode montar um combo com produtos complementares.

Entretanto, o preço do conjunto também precisa ser calculado.

A estratégia será vantajosa apenas se a contribuição total do pedido justificar a condição oferecida.

Organize os preços antes de divulgar as ofertas

A gestão de preços promocionais deve envolver uma conferência completa das condições da campanha.

Antes de publicar uma oferta, confirme o preço original efetivamente praticado, o valor promocional, o período de validade, as condições de pagamento e a disponibilidade do produto.

Essa conferência também contribui para evitar divergências entre o preço anunciado e o valor apresentado na finalização da compra.

Como um ERP para ecommerce ajuda a controlar promoções?

Quando a loja possui muitos produtos, diferentes canais de venda e várias campanhas simultâneas, depender exclusivamente de planilhas pode dificultar o acompanhamento dos preços e dos resultados.

Um erp para ecommerce pode reunir informações operacionais e financeiras, reduzindo a necessidade de consultar registros separados.

Os recursos disponíveis variam conforme o software e suas integrações. Por isso, é importante verificar quais funcionalidades estão presentes na solução utilizada.

Centralização dos cadastros de produtos

Um dos primeiros benefícios de um sistema de gestão é organizar os dados necessários para administrar os produtos.

Em um cadastro estruturado, o lojista pode acompanhar informações como custo, preço de venda, categoria e disponibilidade.

Imagine uma loja de cosméticos com centenas de itens.

Durante a Black Friday, alterar manualmente os valores em diferentes controles aumenta o risco de utilizar preços incorretos.

Com informações centralizadas e processos de atualização adequados, fica mais fácil conferir os dados antes de colocar as promoções em funcionamento.

Acompanhamento do estoque durante a campanha

O aumento dos pedidos pode provocar divergências entre a quantidade disponível e os produtos anunciados.

Uma loja que vende em seu próprio site e em marketplaces precisa observar se os canais estão utilizando informações atualizadas.

Quando existe integração adequada entre o ERP e as plataformas comerciais, a movimentação do estoque pode ser refletida entre os sistemas, conforme as regras e os intervalos de sincronização configurados.

Isso ajuda a reduzir situações como a venda de uma mercadoria que já foi reservada em outro canal.

Entretanto, a integração não elimina completamente riscos de atrasos de sincronização. Por isso, é importante monitorar os pedidos e definir procedimentos para situações excepcionais.

Mais organização no controle financeiro para ecommerce

O controle financeiro para ecommerce permite analisar se o aumento das vendas está produzindo resultados compatíveis com os objetivos da empresa.

Durante uma campanha, o lojista precisa acompanhar não apenas os pedidos aprovados, mas também os valores efetivamente recebidos e as despesas relacionadas às operações.

Um sistema com recursos financeiros adequados pode auxiliar na organização de contas a receber, contas a pagar e informações para análise dos resultados.

A conciliação com os meios de pagamento, quando disponível, também pode ajudar a identificar diferenças entre as vendas registradas e os valores repassados.

Esses controles são importantes porque uma loja pode apresentar grande volume de pedidos e enfrentar dificuldades de caixa quando os recebimentos e pagamentos não estão adequadamente planejados.

Relatórios para identificar produtos rentáveis

A análise dos resultados permite descobrir quais produtos contribuíram mais para a campanha.

Considere uma loja que vende mochilas, malas e acessórios.

As mochilas podem apresentar maior quantidade de vendas, enquanto os acessórios oferecem uma margem de contribuição proporcionalmente superior.

Sem analisar esses dados, o gestor pode continuar investindo nos produtos que geram mais faturamento, mas não necessariamente os melhores resultados.

Relatórios de vendas, custos e margens, quando disponíveis e corretamente alimentados, ajudam a comparar o desempenho das categorias.

Controle das regras promocionais

Algumas soluções também oferecem recursos para configurar políticas comerciais, limites de descontos e permissões de usuários.

Essas funcionalidades podem reduzir alterações indevidas e facilitar a conferência das condições aplicadas às vendas.

Entretanto, é importante confirmar se o sistema permite configurar as regras necessárias para o modelo de operação da loja.

Um ERP para loja virtual deve ser escolhido considerando as necessidades reais do negócio, e não apenas a quantidade de funcionalidades anunciadas.

Como evitar divergências de preços entre a loja virtual e os marketplaces?

Vender em vários canais pode ampliar o alcance do ecommerce, mas também exige atenção às condições comerciais de cada plataforma.

Um mesmo produto pode apresentar despesas diferentes conforme o local em que é vendido.

Por exemplo, considere um produto anunciado por R$ 180 no site próprio e em um marketplace.

No site, a operação pode envolver uma taxa de pagamento de 4%.

Já no marketplace, a comissão hipotética pode ser de 15%.

A diferença de despesas proporcionais é de R$ 19,80 por unidade.

Isso significa que manter o mesmo preço nos dois canais pode resultar em margens distintas.

A definição dos preços deve considerar as regras contratuais das plataformas, os custos aplicáveis e a estratégia comercial da empresa.

Também é importante observar três situações:

  • Preços desatualizados: uma promoção é encerrada no site, mas permanece ativa em outro canal.

  • Estoque divergente: o mesmo produto é vendido simultaneamente em plataformas diferentes.

  • Condições promocionais incompatíveis: cupons, frete subsidiado e descontos reduzem a contribuição além do previsto.

A utilização de integrações e controles centralizados pode facilitar a administração dessas informações.

Entretanto, mesmo com automação, é necessário conferir as condições comerciais e monitorar eventuais falhas de atualização.

Quais cuidados legais são necessários nas promoções da Black Friday?

Além da rentabilidade, a loja precisa observar as regras de proteção ao consumidor.

O Código de Defesa do Consumidor estabelece obrigações relacionadas à clareza das informações, ao cumprimento das ofertas e à proibição de publicidade enganosa.

Esses cuidados também fazem parte de uma campanha bem planejada.

Os descontos anunciados precisam ser verdadeiros

Aumentar artificialmente o preço antes da Black Friday para anunciar uma redução enganosa pode caracterizar publicidade enganosa.

O artigo 37 da Lei nº 8.078/1990, o Código de Defesa do Consumidor, proíbe informações publicitárias falsas ou capazes de induzir o consumidor ao erro, inclusive em relação ao preço.

A Secretaria Nacional do Consumidor também destaca a importância de verificar o histórico dos preços nas orientações de sua cartilha da Black Friday.

Para o lojista, uma boa prática é manter registros confiáveis dos preços efetivamente praticados antes e durante a campanha.

Isso facilita a conferência das ofertas e reduz o risco de divulgar comparações incorretas.

As condições das ofertas devem ser claras

O consumidor precisa compreender o preço, as características do produto, as condições de pagamento e os custos relacionados à compra.

Descontos exclusivos para determinadas formas de pagamento, limites de unidades e condições de utilização de cupons devem ser informados de maneira clara.

Também é necessário observar o cumprimento das ofertas divulgadas.

Erros operacionais na configuração das promoções podem gerar reclamações e conflitos com os consumidores.

Por isso, revisar os anúncios e testar o processo de compra antes da campanha é uma medida importante.

As devoluções também precisam entrar no planejamento

Nas compras realizadas fora do estabelecimento comercial, incluindo as vendas pela internet, o artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor prevê o direito de arrependimento no prazo de sete dias, contado da assinatura do contrato ou do recebimento do produto ou serviço, conforme o caso.

O Procon-SP esclarece as regras de contagem desse prazo e os direitos relacionados à desistência.

Para a loja virtual, isso significa que o planejamento financeiro precisa considerar a possibilidade de cancelamentos e devoluções, inclusive durante períodos promocionais.

A organização dos pedidos, dos pagamentos e das movimentações de estoque facilita o tratamento dessas operações.

Estoque organizado de loja virtual com caixas preparadas para a movimentação de mercadorias na Black Friday.

Quais indicadores acompanhar durante e depois da Black Friday?

A análise dos resultados precisa começar durante a campanha, quando ainda existe a possibilidade de corrigir problemas.

Alguns indicadores ajudam a identificar se os descontos estão contribuindo para o desempenho comercial.

Indicador O que analisar Por que acompanhar
Faturamento Receita das vendas no período Avaliar o volume financeiro movimentado
Margem de contribuição Valor restante após custos e despesas variáveis Identificar quanto as vendas contribuem para o resultado
Ticket médio Receita dividida pela quantidade de pedidos Acompanhar o valor médio das compras
Desconto médio Reduções concedidas em relação aos preços originais Verificar a intensidade das promoções
Custo de publicidade por pedido Investimento em anúncios dividido pelos pedidos atribuídos Avaliar os gastos para gerar vendas
Giro de estoque Movimentação das mercadorias no período Identificar produtos com maior ou menor saída
Taxa de devolução Pedidos ou unidades devolvidos em relação ao total Monitorar possíveis impactos posteriores

A interpretação desses indicadores deve considerar o contexto da campanha.

Um aumento do ticket médio, por exemplo, pode parecer positivo, mas não significa necessariamente maior rentabilidade.

Se o crescimento estiver associado a produtos de margem reduzida ou a custos adicionais elevados, o resultado financeiro poderá ser inferior ao esperado.

Como comparar o desempenho das promoções?

Uma forma prática é criar comparações entre os produtos vendidos com e sem desconto.

Considere duas campanhas hipotéticas:

Campanha A

  • 300 unidades vendidas.

  • Margem de contribuição de R$ 18 por unidade.

  • Contribuição total de R$ 5.400.

Campanha B

  • 200 unidades vendidas.

  • Margem de contribuição de R$ 35 por unidade.

  • Contribuição total de R$ 7.000.

Mesmo com menos unidades vendidas, a Campanha B apresenta maior contribuição total.

Isso não significa que ela necessariamente gerou mais lucro líquido, pois seria preciso considerar os demais gastos de cada campanha.

Entretanto, a comparação demonstra a importância de analisar o resultado econômico, e não somente a quantidade de pedidos.

Como preparar o ecommerce para a Black Friday sem comprometer a rentabilidade?

Uma preparação organizada reduz a necessidade de tomar decisões apressadas durante os dias de maior movimento.

O ideal é revisar os custos, definir as ofertas e testar os processos antes de iniciar a divulgação.

Antes da campanha: revise preços e condições comerciais

Comece pelos produtos que participarão da Black Friday.

Confira os custos de aquisição, as despesas variáveis e a margem de contribuição esperada.

Depois, organize uma lista com os valores normais, os preços promocionais e os limites de desconto.

Também é importante verificar se os produtos estão disponíveis nas quantidades anunciadas e se haverá necessidade de reposição.

Durante a campanha: acompanhe vendas e resultados

Com as promoções em funcionamento, acompanhe os pedidos, o estoque e os principais indicadores financeiros.

Observe se algum produto está vendendo acima do esperado, mas oferecendo uma contribuição muito baixa.

Também verifique possíveis problemas com cupons, taxas, fretes e divergências entre canais.

Mudanças nas condições de ofertas já divulgadas devem respeitar os direitos dos consumidores e os compromissos assumidos pela loja.

Depois da campanha: descubra quais promoções realmente compensaram

Encerrar a Black Friday não significa que o trabalho terminou.

É importante avaliar os resultados considerando o desempenho de cada categoria e produto.

Algumas perguntas ajudam nessa análise:

  • Quais produtos apresentaram maior margem de contribuição total?

  • Quais descontos estimularam vendas sem comprometer os limites financeiros?

  • Houve aumento de faturamento acompanhado de melhora nos resultados?

  • Quais campanhas apresentaram custos de publicidade elevados?

  • Houve divergências de estoque ou problemas com pedidos?

  • Quais produtos permaneceram parados mesmo com preços promocionais?

  • Quais estratégias podem ser ajustadas para a próxima campanha?

Essas respostas ajudam a transformar os resultados da Black Friday em informações úteis para as próximas decisões comerciais.

Vale a pena utilizar um ERP para ecommerce durante a Black Friday?

Para uma loja que administra muitos produtos, recebe pedidos por diferentes canais ou enfrenta dificuldades para acompanhar custos e preços, um erp para ecommerce pode contribuir para organizar a operação.

A principal vantagem está em facilitar o acesso a informações necessárias para tomar decisões.

Com cadastros consistentes, controles financeiros e relatórios adequados, o lojista consegue avaliar melhor o impacto dos descontos e identificar problemas antes que eles comprometam toda a campanha.

Entretanto, a escolha de uma solução deve considerar as funcionalidades efetivamente disponíveis, a compatibilidade com os canais utilizados e as necessidades da empresa.

Quer organizar melhor seus preços, vendas e estoque antes da Black Friday? Conheça as soluções do LojistaPro e veja como um sistema de gestão pode contribuir para uma operação mais organizada.

O segredo da Black Friday está no resultado de cada venda

Uma campanha de sucesso não deve ser medida apenas pelo número de pedidos recebidos ou pelo faturamento alcançado.

O que realmente importa é compreender quanto cada venda contribui para sustentar a operação e gerar resultados positivos.

Descontos planejados podem ajudar a movimentar o estoque, conquistar clientes e aproveitar oportunidades comerciais. Entretanto, quando são definidos sem conhecer os custos, podem reduzir significativamente a rentabilidade.

Por isso, controlar preços, acompanhar a margem de contribuição e avaliar as despesas de cada canal são medidas essenciais.

O uso de um erp para ecommerce pode facilitar a organização dessas informações, mas a qualidade das decisões continua dependendo de planejamento e acompanhamento.

Na Black Friday, vender mais é importante. Saber quanto realmente sobra de cada venda é o que permite avaliar se o crescimento foi vantajoso para o negócio.

Perguntas frequentes

Não existe uma margem única para todos os negócios. O percentual adequado depende do custo das mercadorias, das taxas, dos gastos operacionais e da rentabilidade desejada.

Depende do objetivo da campanha. Produtos com boa procura podem não precisar de descontos elevados. Antes de reduzir o preço, avalie se a promoção trará volume suficiente para compensar a menor margem.

As duas opções podem funcionar. O desconto percentual facilita campanhas em diferentes faixas de preço, enquanto o valor fixo permite estabelecer reduções específicas. A escolha deve considerar o preço final e a margem de cada produto.

Sim. Mesmo lojas com poucos pedidos podem perder rentabilidade ao aplicar descontos sem conhecer seus custos. Um controle simples e atualizado já permite tomar decisões mais seguras.

Escrito por

Ellen

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